Antes de comprar um eSIM para uma viagem, em geral as pessoas comparam um único número, o preço, e esse é um caso em que o pacote mais barato muitas vezes acaba sendo o mais caro na prática: comprar mais dados no meio da viagem ou ficar sem conexão numa cidade desconhecida sai mais caro do que a diferença de preço entre os planos. Vamos ver quais parâmetros do pacote realmente influenciam a viagem, em quais erros de escolha as pessoas mais perdem dinheiro e como calcular seu consumo com antecedência, e não só quando o limite acabar.

O que comparar ao escolher um plano

O volume do pacote em gigabytes é o parâmetro básico, mas não o único. A validade define se você vai conseguir usar o volume comprado durante a viagem: um plano com limite grande não serve de nada se for ativado uma semana antes do voo e expirar antes de o roteiro começar. A cobertura é a escolha entre um pacote por país, que funciona em um único país específico, e um regional, que abrange um grupo de países da mesma região: para uma viagem a um só destino, a opção por país costuma ser mais barata por gigabyte; para um roteiro que passa por vários países, o regional economiza em compras repetidas. A velocidade depois que o limite acaba é o quarto parâmetro: alguns planos simplesmente cortam a transmissão de dados ao atingir o limite, outros continuam funcionando em velocidade reduzida. Vale esclarecer isso antes da viagem, e não descobrir no local, quando o mapa parou de traçar a rota.

Erros típicos na escolha do pacote

O primeiro erro é pegar o pacote mínimo para uma viagem longa, contando em comprar mais dados quando precisar. Em tese funciona, mas exige internet no momento da compra: se o limite acaba quando a pessoa está sem rede, não há de onde comprar um novo pacote. O segundo erro é pegar um pacote por país para um roteiro por vários países, achando que "nos países vizinhos é tudo parecido". O plano por país não funciona fora do país indicado, então, ao cruzar a fronteira, a conexão some e é preciso comprar um segundo perfil no local, o que é mais caro e mais demorado do que ter pego logo um pacote regional para todo o roteiro.

Como estimar seu consumo por dia

Uma estimativa realista de volume é feita por cenários de uso, e não "no olhômetro". A navegação com rota traçada consome menos do que parece à primeira vista, mas, se ficar ligada em segundo plano o dia todo, acrescenta um volume considerável até a noite. Conversar em aplicativos de mensagens consome frações de megabyte por mensagem, quase imperceptível no total. As chamadas de vídeo são o item mais pesado: alguns minutos de vídeo já consomem dezenas de megabytes, e uma hora de videochamada por dia numa viagem de uma semana pode dobrar o volume necessário do pacote. Se a viagem inclui trabalhar do hotel com reuniões por vídeo, reserve um pacote com folga de 30 a 50% acima do cenário cotidiano de "mapas mais aplicativos de mensagens": o consumo excedente quase sempre sai mais caro do que a diferença de preço entre planos de volumes vizinhos.

Ativação e regras do pacote

O pacote eSIM comprado precisa ser ativado em até 180 dias a partir da compra: depois desse prazo, o perfil não pode mais ser ativado, mesmo que os gigabytes já tenham sido pagos. Depois de emitido, o pacote não é reembolsável nem transferível: não dá para revender nem devolver um plano não utilizado, por isso é mais sensato comprar o pacote perto da data da viagem, e não com antecedência "de reserva" por um prazo indefinido. O plano funciona no país ou na região para os quais o pacote foi comprado: se, durante a viagem, a região determinada pelo IP não coincidir com a esperada, isso é uma característica normal do funcionamento da rede em roaming, e não motivo para considerar o pacote com defeito. O status da ativação e o saldo do pacote aparecem na área do cliente, o que ajuda a conferir a data se o pacote foi comprado com antecedência. A última condição que vale checar antes de pagar é se o próprio aparelho tem suporte a eSIM: nem todo celular e nem todo tablet aceita um perfil eSIM.

Por que o eSIM não substitui um número para receber códigos

O pacote eSIM de viagem é um canal de transmissão de dados, e só de dados: o plano não inclui chamadas de voz nem recebimento de SMS. Se a viagem envolve entrar em serviços que enviam um código de confirmação por SMS para o seu número de sempre, o eSIM não resolve essa tarefa: não há para onde enviar o código, porque o perfil não tem um número que receba mensagens. Para receber códigos, é preciso um número virtual à parte ou manter a SIM de casa funcionando. A combinação "eSIM para dados mais um número separado para verificações" resolve as duas tarefas sem obrigar você a pagar um roaming caro por causa de alguns SMS.

Perguntas frequentes

O que escolher se o roteiro passa por vários países da mesma região?

Um pacote regional: ele funciona em todos os países da região sem nova compra na fronteira, enquanto um plano por país teria de ser contratado de novo ao entrar em cada novo país.

O que acontece se o limite do pacote acabar antes do fim da viagem?

Depende do plano específico: alguns perfis cortam a transmissão de dados até a compra de um novo pacote, outros continuam funcionando em velocidade reduzida. Esclareça essa condição na hora da escolha, e não depois que o limite acabar.

Dá para devolver o eSIM se o pacote não for usado?

Não: depois de emitido, o pacote eSIM não é reembolsável nem transferível para outro usuário, por isso vale contratá-lo mais perto da data da viagem, quando o roteiro e os prazos já são conhecidos.

Você pode comparar o volume e a cobertura dos pacotes e ativar o eSIM para o seu roteiro na seção eSIM. Se, em vez de um pacote avulso de dados, você quer entender quando compensa mais o roaming comum e quando compensa o eSIM, a comparação em dinheiro está no artigo eSIM ou roaming: o que é mais barato na prática.