O catálogo de proxies funciona como um filtro de três eixos: país, tipo de canal e volume de tráfego. Entender como esses eixos se relacionam economiza tempo na escolha e explica por que a localização desejada às vezes está disponível só em parte ou simplesmente não existe. Vamos ver a lógica da busca por país e as opções que funcionam caso o país não esteja na lista.
Como funciona a busca por país
O primeiro filtro do catálogo é o país, e dele depende quais tipos de canal serão exibidos. Dentro do país, a lista se estreita por tipo: datacenter, ISP, residencial, móvel. Para alguns destinos também há segmentação por estado ou cidade — mas só onde o operador tem endereços ativos suficientes para o segmento não encolher para um ou dois IPs. A diferença entre o tipo residencial e o móvel dentro de um mesmo país está explicada no artigo proxies móveis versus residenciais.
Por que alguns países têm os quatro tipos e outros só parte
O conjunto de tipos disponíveis em cada país depende não do catálogo, mas do mercado. Endereços de datacenter existem onde há infraestrutura de hospedagem — ou seja, em quase todo país. Proxies ISP exigem parceria com um provedor residencial local disposto a fornecer endereços legalmente para uso comercial, e esses acordos estão longe de existir em toda parte. O pool residencial e, principalmente, o móvel dependem da densidade de conexões ativas: em um país com dezenas de milhões de assinantes de uma operadora de celular, o pool é estável e não degrada sob carga, mas em um país pequeno com uma ou duas operadoras o pool de endereços móveis pode ser estreito ou nem existir. Por isso os destinos principais mostram os quatro tipos, enquanto as localizações raras costumam ter só datacenter e, com sorte, residencial.
O que influencia o preço dentro de um mesmo país
Endereços de datacenter e ISP são cobrados por mês, em valor fixo, independentemente do tráfego. Os canais residencial e móvel são cobrados por gigabyte, e aqui o preço sobe junto com a escassez do pool: quanto menos endereços ativos o operador tem no país, mais caro fica o gigabyte. Como referência de volume: mil páginas de texto equivalem a cerca de 1 GB, mil verificações de fichas de produto com imagens, a 3–5 GB, e o monitoramento diário de cem páginas, a 1,5–3 GB por mês. A economia vem de desativar imagens e rastreadores na automação, e não de escolher a localização mais barata para a tarefa de outra pessoa.
Alternativas se o país não estiver disponível
A primeira opção é uma localização vizinha com perfil de mercado parecido: para tarefas em que importa não o país em si, mas o contexto regional — idioma, moeda, fuso horário —, é uma substituição que funciona. A segunda opção é trocar o tipo de canal dentro do mesmo país: se o IP móvel não está disponível, pode haver um endereço residencial ou de datacenter da mesma localização, e para tarefas sem exigências rígidas de reputação do endereço isso basta. A terceira opção é usar um IP de datacenter como solução temporária para tarefas que não dependem da autenticidade de um endereço doméstico, até que o tipo necessário apareça no catálogo. O que escolher quando realmente não há alternativa barata está explicado no artigo proxies baratos versus caros.
Verificação do endereço recebido antes de começar
Depois que o endereço é entregue, vale conferir três parâmetros antes de iniciar a tarefa. O país e, se for importante, o estado ou a cidade — por qualquer serviço de geolocalização, porque o código do país na resposta da base ainda não garante a região desejada. O ASN, ou seja, o sistema autônomo ao qual o endereço pertence: no endereço residencial é um provedor doméstico, no móvel é uma operadora de celular e no de datacenter é uma empresa de hospedagem; o sentido desse parâmetro está detalhado no artigo o que é ASN. E a reputação do endereço — um fraud score alto em uma localização formalmente correta significa que o endereço já foi usado antes, e parte das plataformas vai exibir captcha antes mesmo de a tarefa começar.
Perguntas frequentes
Por que o catálogo mostra preço por mês para um país e por gigabyte para outro?
Isso depende do tipo de canal, não do país. Endereços de datacenter e ISP são sempre cobrados por mês, como um recurso dedicado. Os residenciais e móveis são cobrados por tráfego, porque o endereço é entregue por sessão e muda, em vez de ficar fixo para você.
Dá para ter garantia de que o endereço entregue não mudou desde a última verificação?
Para um endereço dedicado de datacenter ou ISP, sim: ele fica com você durante todo o período pago. Nos canais residenciais e móveis com entrega por sessão, o endereço pode, por definição, mudar por timeout, então a verificação deve ser repetida antes de cada nova execução da tarefa, em vez de confiar em uma checagem única.
Vale a pena escolher a localização mais barata se a tarefa não depende de um país específico?
Sim, se a tarefa realmente não for sensível à localização — monitoramento, requisições técnicas, trabalho com API. Mas a economia deve vir de abrir mão de um tipo de canal caro, e não de uma escolha aleatória de país: uma região inadequada em termos de infraestrutura às vezes entrega pior velocidade e estabilidade, o que sai mais caro por causa das repetições.
O catálogo completo de proxies, com filtro por país, tipo de canal e disponibilidade, está na seção proxies. Lá também dá para ver o conjunto atual de localizações e tipos disponíveis para cada uma.