O tráfego móvel é o item mais caro da tabela de preços de proxies, e isso não é margem de marketing. O preço do gigabyte no canal móvel reflete a estrutura real de custos e a escassez de endereços nas operadoras de celular. Vamos ver de onde vem esse preço, o que ele entrega na prática e como calcular o pacote de tráfego para não pagar a mais por uma tarefa que um canal mais barato resolve tranquilamente.

Por que o gigabyte móvel é mais caro que o residencial

O pool residencial é construído sobre parcerias com redes de dispositivos e aplicativos que são fonte de tráfego — a oferta de endereços ali é relativamente elástica. O pool de uma operadora de celular funciona de outra forma: o número de assinantes reais é limitado, os endereços IPv4 foram alocados à operadora com folga, mas não são infinitos, e um único endereço atende centenas de conexões ativas ao mesmo tempo via NAT. O vendedor de tráfego móvel, na prática, compra uma janela de tempo nesse pool limitado, e a escassez entra no preço do gigabyte.

O segundo motivo é a complexidade operacional. Uma sessão móvel é menos estável que uma residencial: o assinante troca de torre, perde o sinal, entra em modo de espera. Manter um pool de endereços móveis ativos exige rotação constante das fontes, então o custo da infraestrutura é maior e parte do tráfego inevitavelmente vai para reconexões.

O que o NAT da operadora de celular oferece

O NAT não é um efeito colateral, é a principal propriedade do canal móvel. Atrás de um único endereço externo da operadora ficam, ao mesmo tempo, centenas, às vezes milhares de assinantes reais. Bloquear esse endereço significa bloquear todos que estão conectados por ele naquele momento, inclusive usuários comuns que não têm nada a ver com o caso. As plataformas sabem disso e banem endereços móveis com muita relutância, preferindo medidas mais brandas — captcha, limitação de ações, verificação adicional. A mecânica está explicada em detalhes no artigo sobre por que é difícil banir proxies móveis por causa do NAT.

Daí o valor prático do canal: não tanto o "anonimato", mas a resistência a bloqueios onde um IP de datacenter e até um residencial já caem na lista de banimento.

Quando pagar mais compensa e quando não

Pagar mais pelo tráfego móvel compensa quando a tarefa esbarra regularmente em bloqueio de IP, e não em captcha ou lentidão. Cadastro de contas em plataformas com controle rígido da origem do tráfego, trabalho com serviços que banem agressivamente sub-redes de datacenter e pools residenciais conhecidos, verificação da versão móvel de um site ou de um criativo de anúncio justamente a partir da operadora — em todos esses casos o efeito do NAT resolve o que outro canal simplesmente não resolve.

Pagar mais não compensa quando não há bloqueios de fato: o site apenas mostra conteúdos diferentes por região, ou a tarefa é uma verificação pontual de preço, disponibilidade ou tempo de resposta de uma API. A comparação de onde a economia no tipo de proxy é ilusória e onde é real está no material proxies baratos versus caros.

Como calcular o pacote para a tarefa

O ponto de partida é o peso de uma operação, e não o número de endereços. Uma página de texto sem mídia pesa de 0,3 a 1 MB, a página de um produto com imagens, de 2 a 5 MB, e um feed com reprodução automática de vídeo consome dezenas de megabytes por minuto. Cem verificações de páginas de produto dão cerca de 0,3 a 0,5 GB, mil já são de 3 a 5 GB. O monitoramento diário de cem páginas ao longo de um mês cabe em 1,5 a 3 GB.

Depois, o pacote é calculado a partir desses números com uma margem de 20 a 30% para requisições repetidas e quedas de sessão — a rede móvel é menos previsível que a cabeada. A economia vem de desativar imagens, fontes e rastreadores na automação, e não de comprar o pacote mínimo: faltar tráfego gera erros no meio do cenário e um novo pagamento pela recarga.

Erro típico: canal móvel onde o de datacenter bastaria

O desperdício de orçamento mais comum é passar pelo canal móvel operações que não são sensíveis à origem do IP: chamadas a uma API aberta, download de arquivos públicos, monitoramento de uptime, coleta de preços em plataformas sem proteção antibot. Para essas tarefas, um endereço de datacenter ou ISP com preço mensal fixo sai várias vezes mais barato que o mesmo volume de tráfego móvel. Vale reservar o canal móvel para uma lista restrita de operações em que o efeito do NAT realmente funciona, em vez de mandar por ele todo o tráfego automatizado por padrão.

Perguntas frequentes

É possível escolher uma operadora de celular específica para os proxies móveis?

Sim, o catálogo permite escolher a operadora e o país — disso dependem tanto a qualidade do pool de NAT quanto o preço. Os critérios para escolher uma operadora específica estão no artigo como escolher a operadora de proxies móveis.

O que acontece se o pacote de tráfego acabar antes do prazo?

A sessão é interrompida e, para continuar, é preciso comprar mais tráfego na área do cliente. Por isso o pacote deve ser calculado com folga, e não no limite do número estimado.

O tráfego móvel é entregue com um único IP fixo durante todo o pacote?

Não, no canal por tráfego o endereço é entregue por sessão: ele muda por timeout ou sob demanda, e a cobrança é por gigabyte, e não pelo tempo de posse de um endereço específico.

Os pacotes atuais de tráfego móvel por operadora e país estão na seção de proxies: ali você também vê o preço atual por gigabyte e o saldo do pool na direção escolhida.