"Time-sharing de SIM cards" soa como uma abstração técnica, mas dá para explicar com um exemplo do dia a dia: é um recurso comum usado em revezamento, em vez de cada um manter o seu recurso pessoal parado. É assim que funciona, no aluguel offline de número, o canal físico de comunicação: o módulo GSM do banco de SIMs. Vamos ver o que exatamente é dividido entre os donos dos slots, de onde vem a economia, o que você perde em troca e como o time-sharing se diferencia do aluguel comum e da ativação avulsa.
Time-sharing num exemplo do dia a dia
Imagine uma sala de reunião usada por dez departamentos de um escritório. Manter uma sala separada para cada departamento é caro e quase sempre não faz sentido: na maior parte do dia ela fica vazia. Em vez disso, a sala é reservada em revezamento pela hora necessária, e não ocupada 24 horas por dia por causa de uma chamada de meia hora por semana. O time-sharing de SIM cards funciona do mesmo jeito: um canal físico de comunicação, o módulo GSM do banco de SIMs, atende vários slots com SIM cards em revezamento, em vez de manter cada cartão no ar o tempo todo. O cartão entra na rede sob demanda do dono pelo tempo necessário, e não porque alguém o deixou ligado só por precaução.
O que é dividido: o canal, não o cartão
É importante não confundir dois objetos diferentes. O canal físico, o módulo GSM pelo qual o SIM card acessa a rede da operadora, é um recurso comum que, a cada momento, vários slots do banco de SIMs dividem entre si. Já o próprio SIM card, o número e todos os vínculos com serviços não são compartilhados: o cartão fica atrelado a um único dono durante todo o período de posse e não passa para outra pessoa entre uma ativação no ar e outra. No time-sharing, o que muda não é o dono do número, e sim quem ocupa o canal naquele segundo para acessar a rede. Como funciona a posse de um slot como um todo está explicado no artigo o que é o aluguel offline de número.
De onde vem a economia de 40%
A economia do time-sharing não está em um SIM card mais barato nem em um conjunto reduzido de funções: o número é o mesmo do aluguel comum. Ela está no fato de que o canal não fica parado sob um único dono 24 horas por dia: a carga é distribuída entre vários slots e, enquanto um dono não pede sinal, o canal fica livre para outro. Por isso, a posse de um slot no aluguel offline custa 0,6 do preço do aluguel comum do mesmo número pelo mesmo período, ou seja, 40% mais barato. A diferença está justamente na tarifa de acesso ao canal, e não na qualidade nem no conjunto de vínculos do próprio número.
O que você perde e o que continua igual
Em troca da economia, o dono do slot perde a recepção garantida 24 horas por dia: o SMS que chega enquanto o cartão não está no ar não chega ao dono. O cartão não fica o tempo todo na rede: ele entra no ar sob demanda, de graça por uma hora, até duas vezes por dia, ou por um período garantido mais longo, mediante pagamento à parte. Já o número, os vínculos com serviços e todo o conjunto de funções são mantidos por completo: o mesmo número fica atrelado ao dono durante todo o período pago (um dia, 3 dias, uma semana, um mês, 3 meses ou seis meses) e não passa para ninguém entre uma ativação e outra, mesmo que o cartão fique semanas sem entrar no ar.
Fila pelo canal nos horários de pico e a diferença para os outros dois modelos
Nos horários de pico, quando vários donos pedem ao mesmo tempo a ativação gratuita, parte dos pedidos cai numa fila de espera pela liberação do canal: o recurso compartilhado não é infinito. O pacote pago de sinal garantido fura essa fila: ele tem prioridade sobre as ativações gratuitas de outros donos, então a sessão paga não entra na fila, e sim desloca a gratuita de outra pessoa. É aqui que o time-sharing se diferencia do aluguel comum: o aluguel comum mantém o canal no ar de forma contínua e custa mais, enquanto a posse offline divide o canal entre slots e custa 40% menos. A mecânica da janela gratuita e da fila está explicada no artigo janela gratuita no ar: como funciona, e a comparação completa entre preço e disponibilidade de recepção está no artigo aluguel offline versus aluguel comum de número. A diferença para a ativação avulsa é ainda mais profunda: a ativação não fixa o número de jeito nenhum (assim que o código é recebido, o número volta ao pool comum), enquanto o time-sharing fixa o número no dono durante todo o período, dividindo apenas o canal de acesso à rede, e não o número em si.
Perguntas frequentes
O que exatamente é dividido entre os donos dos slots: o SIM card ou o canal de comunicação?
Só o canal físico de comunicação é dividido: o módulo GSM do banco de SIMs, pelo qual o cartão acessa a rede. O próprio SIM card e o número ficam atrelados a um único dono durante todo o período de posse e não passam para outra pessoa.
Dá para receber SMS se o cartão não estiver no ar naquele momento?
Não: a mensagem enviada enquanto o slot está offline não chega ao dono. Para receber um código, é preciso colocar o slot no ar com antecedência, pela janela gratuita ou pelo pacote garantido.
Por que às vezes é preciso esperar para ativar o slot nos horários de pico?
Porque o canal físico é um recurso comum a vários slots e, nos momentos de demanda simultânea, parte das ativações gratuitas entra na fila. O pacote pago de sinal garantido fura essa fila graças à prioridade sobre as ativações gratuitas de outros donos.
Você pode ver os países e os períodos de posse do slot, de um dia a seis meses, incluindo os pacotes de sinal garantido de 1, 3, 6, 12 e 24 horas, na seção de aluguel de SMS offline.